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1. Introdução

Portugal ocupa um lugar exclusivo na cena internacional: em abstrato, é possível a eleição para a Presidência da República de alguém fora do espectro partidário, sem ter passado pelo seu crivo ou pelo seu filtro.

Importante perceber também que quem não se identifica com as práxis partidárias, não tem que estar relegado para um plano de protesto, sendo necessário que as bases, a maior parte da população, possam ocupar Belém.

Caso as bases não consigam marcar agenda presidencial, enquanto as elites estão ocupadas com outras eleições e outras questões governativas, ser-nos-á servido um Presidente da República de encomenda que não trará nada de óptimo.

Não esquecer que com a repressão aumentar sobre os movimentos sociais, ter alguém do nosso lado que tem a Chefia das Forças Armadas pode ser muito útil para nos proteger e, inclusivamente, até para reorganização democrática dos locais de trabalho.

Julgamos que só uma certa Presidência da República poderá fazer valer os Direitos, Liberdades e Garantias plasmados na constituição: integridade, dignidade, habitação, saúde, alimentação, liberdade, segurança e alguns mais. Igualmente, iniciar um discurso quer interno, quer externo, de reorganização do tempo, dos recursos, um novo olhar sobre o conhecimento e lutarmos pela tão querida paz. Um caminho horizontal, de desconstrução das hierarquias e emancipatório.

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2. Como Vemos a situação atual?

2.1 

Temos sido governados com um pressuposto de governados/governantes e a segmentação das lutas não tem conciliado a agregação das massas.
Temos visto os partidos como aliados do estado ou como aliados do capital sendo que ambos funcionam muitas vez como um só, no controlo, na vigilância, na punição, na monitorização dos corpos e dos discursos, de forma cada vez mais complexa e difusa.
Tem-nos deixado numa posição de cada vez maior subserviência face às arbitrariedades da superestrutura.

2.2 

Portugal, na sua posição impar - em abstrato possibilita haver uma candidatura presidencial sem o crivo ou o filtro partidário - pode potencializar a agregação das massas e uma atitude transformativa de todas as estruturas sociais, até para lá das fronteiras.
Achamos que são necessárias profundas alterações na organização coletiva e no conhecimento do eu e do outro que proporcione um ser e estar emancipado.

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3. Propósito Conceptual 

3.1 

Eliminação das posições hierárquicas. Todas aquelas relações que se estabelece em que alguém está sujeito a subjugação de arbitrariedades, estruturas opressivas e dispositivos de controlo e opressão.
Percebemos que cada um de nós é potencial dispositivo de controlo e reproduz na exata medida ópticas que a superestrutura patrocina, é necessário um permanente trabalho interno de reconstrução.
Eliminação de todas as hierarquias - todas elas: sociais, institucionais, interpessoais, formais, informais, etc.

3.2 

A reorganização da produção legislativa, da produção e da reprodução do conhecimento, da decisão judicial/institucional, da organização do tempo e do trabalho.
Da supressão de todas as necessidades, acessos, de habitação, mobilidade, cultura, e, portanto, cumprimento de direitos fundamentais

3.3 

Desobstruindo as reproduções das estruturas opressivas como a moral dicotômica, dualista, binária, a norma e a excepção, a culpa, os maniqueismos, a taxionómica. 
Caminhando (práxis) para um mundo de liberdade e igualdade, mas onde todos somos diferentes e aceitamos a diferença e o espaço da construção do eu e do outro.
Aceitação da transconceptualidade, transdisciplinaridade, transdimensionalidade, como algo que está para algo do que se apresenta.

3.4 

Eliminação de todas as hierarquias. 
Eliminação de todas as estruturas e dispositivos opressivos.
Caminhando para a emancipação individual e coletiva.
Ocupar Belém, sem licença dos amos. Aproveitar a possibilidade ímpar em Portugal da presidência.

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4. Que caminho?

4.1 

Rodas de conversas, tertúlias, online, presencial, em todos os lugares do país, conseguirmos agregar uma massa em torno de um novo ser e estar transformador no mundo. 
Conversar disto com as nossas relações sociais, engajar pessoas interessadas e irmos afinando ideias e ação.
Todos são necessários para a transformação social, não importa de onde vens, é preciso a transformação do conhecimento, dos locais de trabalho, dos processos de decisão, importa que saibamos falar um com os outros.

4.2

Aqueles que têm preconizado várias lutas tornarem esta sua, para que consigamos acesso mais fácil ao que preconizamos. 
Diálogo permanente bem como a (des)construção do eu, do coletivo e dos que nos rodeia também.
Momentos culturais, partilha de conteúdos, para que possamos encontrar a pessoa candidata à presidência que lutará ao nosso lado pela emancipação.
Aquilo que queremos ainda não existe!
Estamos a construir.

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5. Porque achamos importante?

5.1

Importante que consigamos construir uma sociedade harmoniosa, onde o sofrimento e disfuncionalidade sejam vistos, na maior parte das vezes, como necessidade de alterar a circunstância. 
Um bem estar geral, uma organização coletiva feita para uso e fruição do tempo, e este não ser usado para nos aprisionar.
Fazer com que a produção dos recursos, da mobilidade, fruição, seja feita de forma a que chegue a todos.

5.2

Eliminar qualquer hierarquia até que a sua existência se neutralize em todas as circunstâncias na nossa vida, não havendo cedências, assédio, subjugações, normalizações, excepcionalizações.
Com isto em mente, a tomada da presidência pela via constitucional através de ação popular parece ser aquela que tem mais força, poderá haver outras vias, mas esta não deve ficar de fora: é excepcional no plano internacional.
A ideia é mesmo vivermos com acesso a tudo, sem necessidades.

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6. Vamos juntos?

Segue-nos ou contacta-nos através das redes sociais ou do e-mail: paissemamos@gmail.com .
Vai estando em cima dos encontros anunciados nas redes sociais e na newsletter do blog do paissemamos.blogspot.com.
Acompanha e oferece um pouco do tempo a (re)criar um tempo, espaço e outras dimensões sem amos.
Escreve-nos ou sugere algo para continuarmos o trabalho.

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