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Mensagens

Redes de Aprendizagem (para adultos)

Para quem sente necessidade de aprender a escapar da inércia social e da desorientação pessoal estamos a estabelecer uma rede de convívios virtuais regulares (semanais, por exemplo) de pessoa para pessoa. Ao aprendiz cabe a formulação de um sentido de acção pessoal que o comprometa com a sua vida, para seu bem-estar. Ao tutor cabe ouvir activamente o aprendiz para uma aprendizagem conjunta. A relação pode ser líquida, em que ambos se comprometem com os dois sentidos.  É certo as pessoas poderão sempre estabelecer-se por iniciativa própria, que saudamos, mas achamos que esta iniciativa deve ter destaque na comunidade. Deve ser agradável e satisfatório conversar. Cada pessoa pode ter mais de um interlocutor. A rede deve organizar encontros ao vivo quando houver condições para tal. Se tens alguma dúvida, ou queres iniciar, fala connosco por e-mail (paissemamos@gmail.com) ou nas redes sociais 

(Livro) Pequenos Ensaios de uma Presidência para um país sem amos

" Pensar o poder é pensar a liberdade. E pensar a liberdade é admitir a transformação como condição de existência. ” "Pequenos Ensaios De Uma Presidência Para Um País Sem Amos” , de Pedro Selas, propõe uma reflexão pertinente e por consequência audaz, sobre o papel da Presidência e a urgência de repensar o poder numa perspetiva de liberdade, participação e relação horizontal entre os cidadãos e as instituições. Publicado inicialmente em formato físico, o livro conta agora com uma edição digital, aberta e acessível a todos os que desejem mergulhar nas suas reflexões. Esta nova versão reforça o propósito do autor, tornar o pensamento um espaço comum, partilhado e em permanente construção. O processo de criação de pensar e registar de Pedro Selas teve início em 2020 e consolidou-se em 2023, materializando “um estado imaterial da subjetividade das coisas”. A partir de um sentir por vezes provocador e de um olhar que lhe é próprio, o autor estende-se para e com o meio que o rodeia...

(Poema) Onde todos os dias choro

Maria Inês , em blog Onde todos os dias choro rezo pela vida dos que chamo de "meus" deixando de parte aquela que realmente me pertence o eu mais bonito é aquele que não negocio mesmo que a ela, todos os dias, eu renuncie encontro-me na luta pelo reencontro da identidade que um dia me pertenceu sabendo bem que já não existe esse meu eu essa pessoa eu já fui e já não posso ser mais mesmo que me doa não me saber ver pelos meus olhos  e apenas me conseguir ver pelos dos demais deixei-me ir pela fala suja de terceiros de quem não sabe o que é andar nestes sapatos sapateei por ideias alheias do que é estar em segundo  na própria vida desta com a qual acordo deito-me com o meu eu mais sombrio a quem não dou retorno e por ignorá-lo tanto passeio pela escuridão deste jardim sem flor toda a manhã é um desafio ao qual aperto a mão (sobre)viver nesta casa é tarefa para bom jogador olhar no espelho aquela que tanto odiei e por tantos anos lutei contra só para voltar à terra com o enten...

(Artigo) Democracia Abolicionista

António Pedro Dores em blog e Libertação Democracia Abolicionista A democracia abolicionista distingue-se da democracia que temos, da democracia burguesa e da democracia popular, por ser abolicionista do modo império de organizar a vida em sociedade. A democracia abolicionista não reconhece limites à soberania popular, nomeadamente no campo das forças armadas, e esforça-se por assegurar a coexistência da possibilidade de desenvolvimento de orientações políticas alternativas – a começar pela liberdade e promoção de discussões sobre o que possa ser a democracia abolicionista – à democracia instalada, que não sejam regimes neonazi-fascistas que tanto entusiasmam grande parte da comunicação social e as elites europeias.  A prática de democracia abolicionista dá prioridade ao espírito fraternal, ao desinteresse pessoal e de classe quando se trata de discutir os rumos da sociedade, ao contrário do que fazem as sociedades liberais.  As classes dominadas já praticam, ao seu nível, a ...

(Nota Prévia) Rumo comum

Este texto é uma nota prévia à tertúlia que se realizará no dia 15 de novembro de 2025, na Associação de Inquilinos e Condóminos do Norte de Portugal (+info) . Rumo comum Numa era sombria, onde o confronto político se vai reduzindo, paulatinamente, à invectiva ou à censura, parece-me imperioso que a discussão de ideias, enquanto catalisador da mudança, torne a cumprir o seu desígnio capital - cotejar diagnósticos, descortinar caminhos, entrever soluções.  O Rafael Corte Real e o Pedro Selas, embora separados por um oceano ideológico, comungam de um atributo raro: não devem nada a ninguém. Justamente por isso - isto é, por apenas serem réus das suas próprias convicções -, encontram-se numa posição privilegiada para discutir, com franqueza e independência, os temas prementes do nosso tempo: Estados, Nações e Migrações.  Moderarei essa discussão, com grande gosto e interesse, procurando preservar um rumo (comum) entre marés (aparentemente) incompatíveis .. David Ramos 07-11-2025 ...

(Roda de Conversa) Do Cárcere à Emancipação

  Biblioteca Municipal de Marvila R. António Gedeão, 1950-374 Lisboa Sábado, 22 de novembro de 2025, 15:00 Entrada Livre Roda de Conversa: Do Cárcere à Emancipação (marcar calendário) (evento facebook) Co-organização: - país sem amos - Traduções Abolicionistas Descrição: O cárcere não corresponde à ideia de segurança, todos os dias estão em construção novos ou o seu alargamento, a massa encarcerada aumenta ano após ano, mas isso não tem resolvido as nossas questões. Pensamos mesmo que o cárcere é um dispositivo necessário para que a sociedade do cansaço, da produtividade, encontre em cada um de nós o medo de desafiar a normatividade, seja em que campo for. Tendemos a considerar que o cárcere ocorre tanto na criminalidade como na loucura, mais ele ocorre também nos acessos que dispomos no nosso quotidiano e controla também o discurso e o sofrimento circundante, estimulando-nos a uma frieza, muitas vezes vileza, sobre o outro. Hoje em dia através de penas substitutas da privação da l...

(Ensaio) Quero Dar-te Tudo

Inês Rochato, em blog Quero Dar-te Tudo No outro dia disse-te que queria dar-te tudo. E bem que é verdade. Um tudo que vem de dentro, esse que habita em mim, e o outro tudo, o que existe para além de mim, que reside lá fora, e que esteja disponível para eu agarrar, mas que eu também esteja disponível para o agarrar. Entretanto, por causa dessa vontade comecei a pensar que a vida relacional é muito sobre a disponibilidade. E mais que a existência de disponibilidade é a reciprocidade que dela se partilha, a vontade, a intenção, o querer alcançá-la, mesmo que na prática isso não aconteça de uma forma tão simples e direta. Com isto percebi que, vais achar engraçado, que muito provavelmente a tua ideia do que para ti significa dar tudo seja diferente da minha. Aqui surge um conflito, pois como posso eu realmente te dar tudo se esse tudo for diferente do teu? Dar tudo a outro, o que é que isso implica na verdade? A meu ver, existem duas perspectivas, a real, e a ideal (ideal para mim, como ...

(Nota Prévia) Aprendendo-nos

Este texto é uma nota prévia à tertúlia que se realizará no dia 15 de novembro de 2025, na Associação de Inquilinos e Condóminos do Norte de Portugal (+info) . Aprendendo-nos Conheço o Rafael Corte Real há mais de 15 anos, fomos colegas de curso, disputamos em listas distintas a Associação de Estudantes da Faculdade de Direito e até estivemos bloqueados mutuamente do facebook durante alguns anos. Não que não o achasse capaz, inteligente e acutilante sempre o foi, no seu estilo provocatório, mas tínhamos posições e formas de estar quase que inconciliáveis. Ainda assim acompanhei à distância o seu percurso político, há uns anos voltamos a encontrar-nos e já tivemos umas boas horas acumuladas a falarmos sobre nós e sobre as coisas em geral, para lá do companheirismo quotidiano que se foi sedimentando. Por esse motivo achamos pertinente que pudéssemos bater umas bolas num evento público e participado. Afinamos o tema para “Estados, Nações e Migrações”, três conceitos com uma carga grande,...

(Nota Prévia) Pensar sem fronteiras

Este texto é uma nota prévia à tertúlia que se realizará no dia 15 de novembro de 2025, na Associação de Inquilinos e Condóminos do Norte de Portugal (+info) . Pensar sem fronteiras Presumo que o meu posicionamento não esteja alinhado com a maioria dos integrantes da comunidade “País sem Amos”, particularmente em matéria de política de identidade e migrações. Por esse motivo, pareceu-me muito bem participar numa conversa convosco que se propõe refletir sobre alguns dos temas mais impactantes do nosso futuro coletivo. No espírito de Stuart Mill, acredito sinceramente que nenhuma ideia deve ser silenciada; que no confronto de posições antagónicas, mais do que converter o outro, podemos testar a validade dos nossos argumentos e a força das nossas convicções; que o único caminho possível para o progresso real é cruzar a palavra e conservar a paz social. Defendo uma sociedade aberta e tolerante, sem abdicar da regulação dos fluxos migratórios e da afirmação do primado da lei perante prática...

(Tertúlia) Estados, Nações e Migrações

Associação de Inquilinos e Condóminos do Norte de Portugal Rua Sá da Bandeira 508, 4000-065 Porto Sábado, 15 de novembro de 2025, 18:00 Entrada Livre Tertúlia: Estados, Nações e Migrações (marcar calendário) (evento facebook) Com: - Pedro Selas - Rafael Corte Real Moderação: - David Ramos Descrição: De posições remotas também se faz luz, no confronto connosco mesmo e na conversa com o outro. Esta conversa colocará frente-a-frente posições que parecem inconciliáveis com percursos políticos pessoais diametralmente opostos, será que ficar á tudo na mesma? Ou da luz, fazemos calor? As teses que têm sido ensaiadas no Blog do país sem amos sobreviverão ao confronto das ideias?  É a isso que nos propomos, Rafael Corte Real é acutilante e provocatório, David Ramos calmo e ponderado, o que se pode esperar desta conversa? Que caminhos surgirão? Que caminhos podem ser bloqueados? Nos próximos dias serão publicados textos pelos intervenientes para enquadrar a conversa presencial: “Estados, Naç...

(Reunião) Ata nº 6 de 13 de Agosto de 2025

1ª Parte   13 de Agosto de 2025 Local: Associação de Inquilinos e Condóminos no Norte de Portugal - R. do Bolhão, 508, Porto Hora: 17:00 Presentes: documento interno Ordem de trabalhos: Atividades Organização P. prestou esclarecimento sobre a tertúlia realizada no dia 31 de maio de 2025 na Livraria Trama. I. prestou esclarecimento sobre os parceiros para o evento que estamos a programar em Lisboa, bem como a programação que se está a pensar. Fez-se referência ao Guia para o evento que está a ser trabalhado. A. prestou esclarecimentos que será candidato independente pela lista da CDU, devido ao seu interesse pela cidade, e perceber “como o cidadão deve ocupar a cidade”, necessidade de defesa da ocupação física, inclusivamente na defesa do direito à habitação. Referência ao texto escrito pelo Alfredo “Territórios Emocionais”. Fazer um evento sobre esta temática para final de setembro. Ficou agendada reunião para o dia 25 de agosto de 2025. D. e Z. manifestaram vontade realização de e...

(Registos) Precisamos de chefes? (29/08/2025)

Registos fotográficos do evento: "Precisamos de chefes?" Fotografia: Bruno Simão  Mais sobre o evento...

(Poema) A liberação acontece em terras ribatejanas

Maria Inês , em blog A liberação acontece em terras ribatejanas filha do universo mais brilhante do ribatejo ainda assim tão decadente pelas ruas  vagueia por aí, cintilante mas sem rumo tão bela mas tão cabra essa vida crua vejo-a nos sonhos mais iluminados da noite quem dera poder tirar-lhe da dor permanente cuidá-la como se de ti se tratasse amá-la como não posso somente proteger esse cristal que me é tão especial mais do que p'ralém da morte, eternamente por estas águas navega a sujidade das almas alheias roubadas da liberação neste oceano de fortes areias pedacinhos de si em todos os grãos, toda a estrela nesta condição de ser e sentir tão intensamente neste estado errante e quase que fictício como quem não sabe que o diabo amassou o pão destes ofícios Maria Inês Agosto 2025 [Ver todas as publicações da autora]

(Evento) Precisamos de chefes? @ Zona J, Chelas

Na próxima sexta-feira, dia 29/08/2025, a partir das 16h30, vamos juntar-nos no Espaço Fernando Ka. O dia será preenchido com conversas, poesia, exposições, performances e a típica assada da Zona J de Chelas com música e dança. O evento é promovido pelas associações: Africande, Aguinenso, Sociedade das Primas, país sem amos e com a generosidade da Inês Rochato para o espaço criação, um espaço dedicado a crianças e adultos. A participação no evento é aberta à extensa comunidade e esperamos ver-vos a todos cá para que possamos continuar a estreitar laços. Morada: Av. João Paulo II, Lote 537, Loja A (Espaço Fernando Ka) Programação: 16h30: Abertura de portas 17h15: Roda de Conversa: “Precisamos de Chefes ?” 18h00: Abertura de Assada 18h30: Open mic 19h30: Performace Tandy 3000 20h00: Música e dança na rua Durante o dia: Espaço Criação o c/ Oficina viver ao se expressar Exposição Arte e Cultura Até Breve

(Reunião) REUNIÃO GERAL E ABERTA 13/08/2025

REUNIÃO GERAL E ABERTA* Tendo em conta a necessidade de organização do movimento está agendada uma reunião sujeita a registo prévio.  Falar das atividades do movimento, organização e pontos que vão ser sugeridos até à data da Reunião Geral e Aberta pelos participantes  através do  preenchimento deste formulário . Com a devida antecedência será dada a ordem de trabalhos definitiva, para o email inserido no formulário, tendo em conta as sugestões enviadas. Podem ser consultados aqui o(s) documento(s) de suporte de trabalho para a reunião Podem consultar aqui a última ata (ata nº 5) Até breve, país sem amos _______________ Data : Quarta-feira, 13 de agosto de 2025 Hora : 17:00 * Participação horizontal na reúnião  sujeita a  registo pelo formulário  ou pelo email  ( paissemamos@gmail.com ) Local : Associação dos Inquilinos e Condóminos do Norte de Portugal Morada: R. de Sá da Bandeira 508, 4000-065 Porto

(Artigo/Ensaio) O Plano Imaterial e Material da Presidência Portuguesa

  Por  Pedro Selas , em Blog NOTA INTRODUTÓRIA : Este texto é feito em colaboração entre a revista InComunidade  e a comunidade país sem amos , escrito e assinado pelo autor Pedro Selas. O título é provocatório, talvez não haja dicotomia entre o plano material e imaterial, assim como outros planos dicotómicos, como por exemplo, outro provocatório: verdade/falso. Eles estão fundidos e os jogos/regime de verdade os dividem. Parece ser só nessa divisão ficcional, ou jogo conceptual, que os podemos conceber os tais planos separados. Além dos poderes plasmados na constituição atribuídos à Presidência da República refere-se também a magistratura de influência e a palavra. No primeiro livro escrito e editado por mim (1) refiro que “ no que diz respeito à nossa existência, a linguagem é a ferramenta pela qual quase tudo se organiza, nem sempre no seu sentido espontâneo, mas também nos seus códigos, como são exemplos as leis, o sistema monetário, os modos de produção e de organiz...

(Ficção) Felicidade Dias Vitória, a Presidente!

Por  Alfredo Soares-Ferreira , em Blog , As redacções agitam-se com o anúncio.  Não as (redacções) dos jornais da burguesia, com as suas máquinas de propaganda afinadas para o espectáculo mediático. São centenas, milhares de redacções de miúdos da escola primária, rabiscadas com lápis de cor, canetas de feltro e letras tortas, espalhadas por mesas de madeira gasta em salas de aula de norte a sul de Portugal. “ A Tia Felicidade para Presidente! ” escrevem, com corações e estrelas desenhados nas margens. As crianças, com a sua sabedoria desarmante, sentem que Felicidade Dias Vitória não é só um nome, é uma promessa. Felicidade Dias Vitória, 48 anos, é uma figura improvável. Não vem dos corredores do poder, não tem apelidos sonantes nem doutoramentos em universidades privadas. É auxiliar de acção educativa numa escola pública em Setúbal, conhecida por abraçar as crianças, ouvir as suas histórias e ensinar-lhes que a bondade é uma força mais poderosa que qualquer decreto-lei. Tem ...

(Poema) A noite dos Outros

    Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta  Alfredo Soares-Ferreira A NOITE DOS OUTROS Aquela madrugada anoiteceu triste e zangada. Os meus amigos estavam lá eu não estava com os meus amigos,  ocupado a preencher vazios, a exorcizar fantasmas e a evocar não sei quantas almas. O porquê da noite repentina (de contornos assimétricos) vai para lá das exigências e muitas incongruências. O ar cheio de partículas de medo e dor repartidos. Veio (de onde?) o prior da freguesia mais o doutor da confraria  dizer amém com a missa do abade aristocrata e do infame burocrata. Sonham com uma noite mais negra, de acordo com aquela regra. Rejeito todas e mais algumas Não preciso de nenhumas.  Lúcio Lima Julho 2025

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários: técnicas, tecnologias e para lá disso

Livraria Trama Rua dos Bragas 32, Porto Sábado, 31 de maio 2025, 16:30 Entrada Livre  (marcar no calendário) (evento no facebook) "Caminhos Revolucionários: técnicas, tecnologias e para lá disso" Aquela espécie de comunidade, que não larga o osso de Belém, que está agitar por onde passa, juntamente com a rebeldia da Livraria Trama abrem as portas para se falar dos “Caminhos Revolucionários” que temos hoje ao nosso dispor.  Muito se tem falado, por estes lados, do livro “Técnica e Ciência como Ideologia” do Habermas. No blog também se tem explorado as técnicas que se nos sustentam também nos aprisionam. Preparamo-nos para uma roda de conversa livre, onde cada um trará o seu contributo à conversa, que esperamos agradável e profícua. Apareçam no dia 31 de maio de 2025, às 16:30, na Livraria Trama.

(Poema) Delirantemente

  Por Ivânia Vera-Cruz , em Blog Delirantemente Delirantemente envolvido Delirantemente investido Delirantemente rebuscado Delirante enfadado Ou fadado  Ou fardado Delirantemente o obscurantismo  Delirantemente mascarado  Envolto em narrativa que não nem lembram ao diabo  Voltado num passado  Que é tragado  Alienados da questão  Eis a Prisão  Vi torres de cimento  E talhas de madeira  Vi olhos gordos Olhos vazios no cimento e na madeira  Tudo à nossa beira  Trata-se de um empreendimento  Que nos põe em medicamentos  Delirantemente apagados  Assim queremos Sem se saber se queremos Delirantemente  desumanizados  Mundo onde…Matámos por matar ?! Matámos de formas outras.  Diversas  Múltiplas  Ardilosas  Difusas  Matámos. Encaixamo-nos em mortes  Por mortes  Daqueles que nem sabem viver sem medo. É disso mesmo que tenho medo.  Matámos. Ivânia Vera-Cruz 23 de maio ...

(Artigo) Sou o único? #NoStateSolution

Por Pedro Selas , em blog Quem nos tem acompanhado neste blog, sabe que, nos textos escritos por mim e, enfim, embora sinta que parte do sentimento desses textos vai sendo relativamente partilhado pela comunidade, tanto esses textos, como este, apenas foram assinados por mim, e é sobre mim que devem incidir as críticas a esses mesmos textos. É só a mim que me vinculam, é a minha própria visão. Mas este blog é também um exercício de liberdade de cada um e não da servilidade. Faço a ressalva neste texto, e não nos anteriores, porque sinto que na posição que manifesto face à questão palestiniana navego sozinho há bastante tempo, com particular incidência desde outubro de 2023. Queria ainda antes de falar sobre a Palestina, em concreto, tecer um conjunto de considerações sobre como tenho visto a condução da governação desde que me lembro: Portugal já havia entrado na CEE, mas em breve se introduziria o euro, o pão que eu comprava com uma vintena de escudos, as chicletes, as gomas ou os chu...

(Reunião) Ata nº5 de 5 de maio de 2025

Local: Associação de Inquilinos e Condóminos no Norte de Portugal - R. do Bolhão,  Hora: 18:00  Presentes: documento interno Ordem de trabalhos Apresentação Atividades Organização A reunião começou com uma pequena apresentação pessoal sobre cada um dos elementos presentes e também Alfredo Soares-Ferreira que participou via videoconferência. Foi um bom intercâmbio intergeracional. Pedro Selas falou que desde apresentação do Livro “Pequenos Ensaios de uma Presidência para um país sem amos”, edição de autor, que ocorreu no dia 13 de Abril de 2024, na Junta de Freguesia de Mafamude e que foi apresentado por Ivânia Vera-Cruz, José Maria Silva e Pedro Selas. No dia 18 de maio de 2024 dá lugar à ata nº1, em que em síntese decide criar um pequeno grupo de dinamização, contactar outros coletivos, e marcar uma outra reunião. Há depois uma segunda reunião que não há ata. Na terceira reunião, 14 de junho de 2024, no que já vinha sendo exposto, foi acordado criar-se redes sociais, um site,...