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A mostrar mensagens com a etiqueta [POETA] Lúcio Lima;

(Poema) A noite dos Outros

    Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta  Alfredo Soares-Ferreira A NOITE DOS OUTROS Aquela madrugada anoiteceu triste e zangada. Os meus amigos estavam lá eu não estava com os meus amigos,  ocupado a preencher vazios, a exorcizar fantasmas e a evocar não sei quantas almas. O porquê da noite repentina (de contornos assimétricos) vai para lá das exigências e muitas incongruências. O ar cheio de partículas de medo e dor repartidos. Veio (de onde?) o prior da freguesia mais o doutor da confraria  dizer amém com a missa do abade aristocrata e do infame burocrata. Sonham com uma noite mais negra, de acordo com aquela regra. Rejeito todas e mais algumas Não preciso de nenhumas.  Lúcio Lima Julho 2025

(Poema) Poema Pessoal e Bastante Transmissível

  Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta Alfredo Soares-Ferreira Poema Pessoal e Bastante Trasmissível - Para a ciência e técnica de uma país sem amos Oh trevo da sorte que floresce enquanto lá fora a fome cresce  Fortuna dos audazes aflitos que já nem conseguem soltar gritos.  Acorda num poema de Camões e anda por aí ver passar os aviões. Deixa-nos sonhar com o sol de Abril e os fantasmas das águas mil Solta em raiva o que já não sentes panelas e tachos dos santos dementes. Sai do armário e assume o conflito  esquece tudo o que te havia dito Na morgue de todas as flores reina a calma doce dos favores Pensas que podes saltar a fogueira antes de accionar a mangueira? O fogo posto no submarino da marinha  e o comboio a partir da cozinha A rota traçada é a das marés e tu não queres molhar os pés... Aqui não mais vais poder ficar é tão cedo que é tarde para conversar e é tão tarde que é cedo para conversar. Sonhei com um toque de magia  mas o melhor é fic...