Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta Alfredo Soares-Ferreira A NOITE DOS OUTROS Aquela madrugada anoiteceu triste e zangada. Os meus amigos estavam lá eu não estava com os meus amigos, ocupado a preencher vazios, a exorcizar fantasmas e a evocar não sei quantas almas. O porquê da noite repentina (de contornos assimétricos) vai para lá das exigências e muitas incongruências. O ar cheio de partículas de medo e dor repartidos. Veio (de onde?) o prior da freguesia mais o doutor da confraria dizer amém com a missa do abade aristocrata e do infame burocrata. Sonham com uma noite mais negra, de acordo com aquela regra. Rejeito todas e mais algumas Não preciso de nenhumas. Lúcio Lima Julho 2025