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A mostrar mensagens com a etiqueta [TAG] Poemas

(Poema) Onde todos os dias choro

Maria Inês , em blog Onde todos os dias choro rezo pela vida dos que chamo de "meus" deixando de parte aquela que realmente me pertence o eu mais bonito é aquele que não negocio mesmo que a ela, todos os dias, eu renuncie encontro-me na luta pelo reencontro da identidade que um dia me pertenceu sabendo bem que já não existe esse meu eu essa pessoa eu já fui e já não posso ser mais mesmo que me doa não me saber ver pelos meus olhos  e apenas me conseguir ver pelos dos demais deixei-me ir pela fala suja de terceiros de quem não sabe o que é andar nestes sapatos sapateei por ideias alheias do que é estar em segundo  na própria vida desta com a qual acordo deito-me com o meu eu mais sombrio a quem não dou retorno e por ignorá-lo tanto passeio pela escuridão deste jardim sem flor toda a manhã é um desafio ao qual aperto a mão (sobre)viver nesta casa é tarefa para bom jogador olhar no espelho aquela que tanto odiei e por tantos anos lutei contra só para voltar à terra com o enten...

(Poema) A liberação acontece em terras ribatejanas

Maria Inês , em blog A liberação acontece em terras ribatejanas filha do universo mais brilhante do ribatejo ainda assim tão decadente pelas ruas  vagueia por aí, cintilante mas sem rumo tão bela mas tão cabra essa vida crua vejo-a nos sonhos mais iluminados da noite quem dera poder tirar-lhe da dor permanente cuidá-la como se de ti se tratasse amá-la como não posso somente proteger esse cristal que me é tão especial mais do que p'ralém da morte, eternamente por estas águas navega a sujidade das almas alheias roubadas da liberação neste oceano de fortes areias pedacinhos de si em todos os grãos, toda a estrela nesta condição de ser e sentir tão intensamente neste estado errante e quase que fictício como quem não sabe que o diabo amassou o pão destes ofícios Maria Inês Agosto 2025 [Ver todas as publicações da autora]

(Poema) A noite dos Outros

    Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta  Alfredo Soares-Ferreira A NOITE DOS OUTROS Aquela madrugada anoiteceu triste e zangada. Os meus amigos estavam lá eu não estava com os meus amigos,  ocupado a preencher vazios, a exorcizar fantasmas e a evocar não sei quantas almas. O porquê da noite repentina (de contornos assimétricos) vai para lá das exigências e muitas incongruências. O ar cheio de partículas de medo e dor repartidos. Veio (de onde?) o prior da freguesia mais o doutor da confraria  dizer amém com a missa do abade aristocrata e do infame burocrata. Sonham com uma noite mais negra, de acordo com aquela regra. Rejeito todas e mais algumas Não preciso de nenhumas.  Lúcio Lima Julho 2025

(Poema) Delirantemente

  Por Ivânia Vera-Cruz , em Blog Delirantemente Delirantemente envolvido Delirantemente investido Delirantemente rebuscado Delirante enfadado Ou fadado  Ou fardado Delirantemente o obscurantismo  Delirantemente mascarado  Envolto em narrativa que não nem lembram ao diabo  Voltado num passado  Que é tragado  Alienados da questão  Eis a Prisão  Vi torres de cimento  E talhas de madeira  Vi olhos gordos Olhos vazios no cimento e na madeira  Tudo à nossa beira  Trata-se de um empreendimento  Que nos põe em medicamentos  Delirantemente apagados  Assim queremos Sem se saber se queremos Delirantemente  desumanizados  Mundo onde…Matámos por matar ?! Matámos de formas outras.  Diversas  Múltiplas  Ardilosas  Difusas  Matámos. Encaixamo-nos em mortes  Por mortes  Daqueles que nem sabem viver sem medo. É disso mesmo que tenho medo.  Matámos. Ivânia Vera-Cruz 23 de maio ...

(Poema) Poema Pessoal e Bastante Transmissível

  Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta Alfredo Soares-Ferreira Poema Pessoal e Bastante Trasmissível - Para a ciência e técnica de uma país sem amos Oh trevo da sorte que floresce enquanto lá fora a fome cresce  Fortuna dos audazes aflitos que já nem conseguem soltar gritos.  Acorda num poema de Camões e anda por aí ver passar os aviões. Deixa-nos sonhar com o sol de Abril e os fantasmas das águas mil Solta em raiva o que já não sentes panelas e tachos dos santos dementes. Sai do armário e assume o conflito  esquece tudo o que te havia dito Na morgue de todas as flores reina a calma doce dos favores Pensas que podes saltar a fogueira antes de accionar a mangueira? O fogo posto no submarino da marinha  e o comboio a partir da cozinha A rota traçada é a das marés e tu não queres molhar os pés... Aqui não mais vais poder ficar é tão cedo que é tarde para conversar e é tão tarde que é cedo para conversar. Sonhei com um toque de magia  mas o melhor é fic...

(Poema) Nó na garganta

Por Maria Inês , em blog Nó na garganta queria conseguir conseguir expressar tudo tudo  tudo o que vejo sinto escuto Toco Como a arte da liberdade de poder dizer aquilo que vai dentro e fora de mim de ti e do outro a empatia de me considerar de te considerar de considerar a presença Minha tua de todos é a natureza humana num gesto  delicado vulnerável sensível de poder dizer que me ponho no sapato coletivo da sociedade 18 de abril 2025 Maria Inês   [Ver todas as publicações da autora]

(Poema) Tempo

Por Maria Inês , em Blog se eu tivesse tempo voltava atrás abraçava a minha mãe e dizia-lhe que tou cá que compreendo o struggle que também já tive lá dizia ao meu cota que o amo que o admiro apesar da diferença que apesar da crença somos sangue do memo sangue não fiquei indiferente à sentença que lhe foi dada  que penso nisso quando acordo e apesar de não poder fazer nada tou aqui com ele de mãos dadas  nasci já com a visão da miséria dessa merda de pão que o diabo amassou cresci depressa demais  apesar do tempo que passou a inocência que me foi tirada já não volta mais aos 9 a perceber que o mundo é injusto  aos 12 a perceber que o custo desta vida é a loucura o luxo de m'aperceber que a dor  é o preço que pago por sentir tant'amor os dias passam e eu ainda tou cá apesar de tantos anos a querer ir p'ó lado de lá afinal, será que a vida é boa  ou é só golpe de sorte sentir que o tempo voa que agora tou mais velha que o passado já não magoa mas a ferida que...

(Poema) Devaneios do querer sem amos

por Ivânia Vera-Cruz , em blog Olhos perdidos em si mesmo Mundo das selfies Entrei no comboio Rio de mouro Destino Lisboa-Oriente Um tanto de pessoas cansadas Com um olhar de paralisar Cheias de sacos, Cacos Choros Caos… Gritos Acho que não mudos Sonolentas Fardadas Enojadas Doentes…. Algo do tipo Robôs Robôs ???? Antes Zombies Não Zombies não Robôs programados Sem energia Não sei… É tudo uma contradição de opostos Aí categorias…. Pronto! Picam o ponto Começa O Trabalho E lá vai o burro de carga Para os tão valiosos 850, 900, Ui 1100 euros Já recebes bem Não te queixes Chega a casa: Tenho fome mãe Tenho fome Tenho fome mãe Não tenho forças Aí !!!! Ainda vou ter de cozinhar … Viver ? Vou estudar Vou casar Comprar uma casa, (quando der ) Trabalhar Trabalhar Trabalhar Trabalhar Trabalharrrrrr Para as férias em agosto O único mês que me sinto vivo Vivo? Ou iludido Lá estás tu !!! Mais um dos teus Devaneios … Querem mesmo chamar isto de vida? Impostos Rendas Seguros de saúde Eleições Front...