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A mostrar mensagens com a etiqueta [TAG] Artigos

(Artigo) Democracia Abolicionista

António Pedro Dores em blog e Libertação Democracia Abolicionista A democracia abolicionista distingue-se da democracia que temos, da democracia burguesa e da democracia popular, por ser abolicionista do modo império de organizar a vida em sociedade. A democracia abolicionista não reconhece limites à soberania popular, nomeadamente no campo das forças armadas, e esforça-se por assegurar a coexistência da possibilidade de desenvolvimento de orientações políticas alternativas – a começar pela liberdade e promoção de discussões sobre o que possa ser a democracia abolicionista – à democracia instalada, que não sejam regimes neonazi-fascistas que tanto entusiasmam grande parte da comunicação social e as elites europeias.  A prática de democracia abolicionista dá prioridade ao espírito fraternal, ao desinteresse pessoal e de classe quando se trata de discutir os rumos da sociedade, ao contrário do que fazem as sociedades liberais.  As classes dominadas já praticam, ao seu nível, a ...

(Artigo/Ensaio) O Plano Imaterial e Material da Presidência Portuguesa

  Por  Pedro Selas , em Blog NOTA INTRODUTÓRIA : Este texto é feito em colaboração entre a revista InComunidade  e a comunidade país sem amos , escrito e assinado pelo autor Pedro Selas. O título é provocatório, talvez não haja dicotomia entre o plano material e imaterial, assim como outros planos dicotómicos, como por exemplo, outro provocatório: verdade/falso. Eles estão fundidos e os jogos/regime de verdade os dividem. Parece ser só nessa divisão ficcional, ou jogo conceptual, que os podemos conceber os tais planos separados. Além dos poderes plasmados na constituição atribuídos à Presidência da República refere-se também a magistratura de influência e a palavra. No primeiro livro escrito e editado por mim (1) refiro que “ no que diz respeito à nossa existência, a linguagem é a ferramenta pela qual quase tudo se organiza, nem sempre no seu sentido espontâneo, mas também nos seus códigos, como são exemplos as leis, o sistema monetário, os modos de produção e de organiz...

(Artigo) Sou o único? #NoStateSolution

Por Pedro Selas , em blog Quem nos tem acompanhado neste blog, sabe que, nos textos escritos por mim e, enfim, embora sinta que parte do sentimento desses textos vai sendo relativamente partilhado pela comunidade, tanto esses textos, como este, apenas foram assinados por mim, e é sobre mim que devem incidir as críticas a esses mesmos textos. É só a mim que me vinculam, é a minha própria visão. Mas este blog é também um exercício de liberdade de cada um e não da servilidade. Faço a ressalva neste texto, e não nos anteriores, porque sinto que na posição que manifesto face à questão palestiniana navego sozinho há bastante tempo, com particular incidência desde outubro de 2023. Queria ainda antes de falar sobre a Palestina, em concreto, tecer um conjunto de considerações sobre como tenho visto a condução da governação desde que me lembro: Portugal já havia entrado na CEE, mas em breve se introduziria o euro, o pão que eu comprava com uma vintena de escudos, as chicletes, as gomas ou os chu...

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários. Resumo intervenção - Ivânia Vera-Cruz

  Por  Ivânia Vera-Cruz , em Blog ,  resumo da intervenção na Tertúlia - Caminhos Revolucionários: Espaço, Tempo e Outras Dimensões sem Amos. Que Presidência? Resumo da intervenção Panorama atual impele-nos a uma série de confrontos com o cansaço, mal-estar, falta de perceção de si e do outro. Tal está relacionado com a forma como nos organizamos, como o poder está distribuído por redes de relações de instituições e não só, mas, fundamentalmente; que se organizam de forma difusa e abstrata controlando os corpos, disciplinam e adestram para uma lógica de produtividade concretizando eficazmente através do controlo da alma, a criação da subjetivação e modos de ser. Sendo potencializados por sistemas de segmentação, colocação em caixas, partindo da normatividade. Existe sempre uma norma, um sistema, o normal, estas lógicas de pensamento são estabelecidas por modos de ser constituído o conhecimento. Falamos de sistemas dicotômicos: “isto e aquilo” para deixarmos de olhar para ...

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários. Resumo intervenção - Pedro Selas

  Por  Pedro Selas , em Blog ,  resumo da intervenção na Tertúlia - Caminhos Revolucionários: Espaço, Tempo e Outras Dimensões sem Amos. Que Presidência? Resumo da intervenção Sobre a singularidade da presidência no contexto português. Esclarecimento e exposição da necessidade de uma organização de massas para lá de uma candidatura presidencial que mantenha o sistema liberal e burguês como o conhecemos. Necessário conversar, promover mais conversas sobre o ideal sem amos, a mira apontada a Belém, pela sua excepcionalidade. Noção de estado e das redes de animais e recursos no meio ambiente. A falta de condições para uma candidatura presidencial, precisamente, por ser necessário aprofundar o ideal. Pais sem amos sem direção, não se apresenta só com agência política, no sentido disciplinar da política, no pressuposto da existência de governantes/governados, mas no sentido que a política é também cultura, é modo de ser e estar. Anúncio de reunião marcada para 5 de maio de 202...

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários. Resumo intervenção - Alfredo Soares-Ferreira

Por Alfredo Soares-Ferreira , em Blog , resumo da intervenção na Tertúlia - Caminhos Revolucionários: Espaço, Tempo e Outras Dimensões sem Amos. Que Presidência? "Caminhos e dimensões da ciência e técnica de um país sem amos. Papel da ciência, da técnica e das tecnologias numa sociedade sem elites opressivas, orientadas para a emancipação colectiva" Equaciona-se o papel da ciência, da técnica e das tecnologias, para projectar uma sociedade sem elites opressivas, esvaziada de burocratas e orientada para a emancipação colectiva. Levantam-se algumas questões que habitualmente escapam à discussão pública que, na maior parte dos casos, envolvem mitos e falácias, para contornar as questões) e mesmo falsidades, para enganar o cidadão. Relacionam-se as questões com uma presidência sem amos, arquitectada em função de premissas críticas do modo de vida burguês. Apontam-se algumas pistas e caminhos que podem ser revolucionários, a caminho de uma sociedade autónoma, libertária ou desprov...

(Artigo) SIM À ESPERANÇA, NÃO AO MEDO (III)

Por Alfredo Soares-Ferreira , em blog Uma das questões interessantes para analisar uma sociedade igualitária é a forma como lida (ou lidará) com o paradigma tecnológico. A problemática da Ciência e Tecnologia reporta, na sua essência, a uma inter-relação entre o Cidadão e o Conhecimento, que deverá ser favorável ao primeiro, uma vez que todo o conhecimento é fruto do trabalho do pensamento e esforço humanos. Na emergência de uma era da técnica anunciada pela burocracia privada e estatal, poderemos questionarmo-nos sobre algumas premissas como por exemplo a subjugação do ser pensante em relação à máquina que ele mesmo produziu. Daí ser vulgar admitir um determinado produto tecnológico como maléfico, apenas porque é uma inovação e contraria o estatuto conservador instalado. Uma pretendida sociedade sem amos, deverá ser preparada com base no conhecimento acumulado que consiga ser um suporte de vida mais fácil, com menos horas e com menos trabalho e com toda a ciência e tecnologia devidame...

(Artigo) O Tempo de Nos Pertencermos

Por Inês Pereira Silva , em blog O meu trabalho é apoiar as pessoas a perceberem que a maior prisão não tem grades, não tem muros e, muitas vezes, nem sequer tem um carcereiro visível. O que nos prende são as ideias que aceitamos sem questionar, os medos que nos passam de geração em geração como se fossem heranças de família, as expectativas que nos dizem como devemos viver para sermos aceites.   Falar de um tempo sem "amos" não é sobre uma revolução barulhenta nas ruas (embora não haja nada de errado com uma boa revolução, desde que bem organizada). É sobre algo mais subtil, mas infinitamente mais poderoso: libertarmo-nos internamente. Porque não há mudança coletiva sem uma transformação individual.   A história prova-o vezes sem conta. Sempre que uma sociedade se empoderou, foi porque os seus indivíduos se permitiram, primeiro, questionar o que lhes diziam ser inevitável. A queda dos impérios, o fim das monarquias absolutas, a conquista de direitos civis — tudo com...

(Fascículo) Precisamos de Falar sobre Presidenciais (2 de 5)

Por Diogo Martins, em  "Fratura Exposta" (substack) Índice As origens das muitas faces da direita política A sua manifestação neste ato eleitoral Marques Mendes Gouveia e Melo André Ventura Mariana Leitão Nota final Compreender as fundações do mosaico da direita nesta eleição presidencial (Fascículo Segundo) As origens das muitas faces da direita política Quando, a partir da esquerda, nos propomos a refletir sobre as fundações da hegemonia da direita num determinado momento político, é fatal desembocarmos no paradoxo que atormenta o nosso espaço desde que, no final do século XIX, a maioria das democracias liberais adotou o sufrágio universal: “como pode o campo político da direita, cuja existência se justifica pela defesa de uma minoria proprietária, se mostrar capaz de obter a maioria eleitoral?” A resposta a esta questão assenta sempre na interação entre dispositivos sociais de realinhamento de classe e da existência de meios que facilitam a sua ...