por Ivânia Vera-Cruz, em blog
Olhos perdidos em si mesmo
Mundo das selfies
Entrei no comboio
Rio de mouro
Destino Lisboa-Oriente
Um tanto de pessoas cansadas
Com um olhar de paralisar
Cheias de sacos,
Cacos
Choros
Caos…
Gritos
Acho que não mudos
Sonolentas
Fardadas
Enojadas
Doentes….
Algo do tipo Robôs
Robôs ????
Antes
Zombies
Não
Zombies não
Robôs programados
Sem energia
Não sei…
É tudo uma contradição de opostos
Aí categorias….
Pronto!
Picam o ponto
Começa
O Trabalho
E lá vai o burro de carga
Para os tão valiosos 850, 900,
Ui 1100 euros
Já recebes bem
Não te queixes
Chega a casa:
Tenho fome mãe
Tenho fome
Tenho fome mãe
Não tenho forças
Aí !!!!
Acordei numa manhã de primavera
Espera
Primavera?
Não sei mesmo se era
Mais uma das produções categóricas
Que nós propõem a estados de hierarquização
Ai
Deixem lá os meus Devaneios…
Vou viver ver
Para não ter de acordar
As pessoas não paravam de conversar
Ninguém foi trabalhar
O país inteiro à pensar
Como se organizar
Campos de cultivo
Serviços públicos sem exploração
Educação sem programação
As pessoas olhavam se nos olhos?
Abraçavam-se no falar
Transcendemos os planos
Não estamos em bancos
Não era disputa
Era diferença e semelhança
E todas as coisas
Fora do disso ou aquilo
Que também pode ser isto ou aquilo
As coisas estão
Tornam-se
Acontecem-se
Movem-se
Transformam-se
No tempo que tiver de ser
No tempo que cada um entender
E cada um é mais que um
É todos,
muitos
mais
nada.
E entendam como tiver que ser.
Estamos sem amos.
Olhos perdidos em si mesmo
Mundo das selfies
Entrei no comboio
Rio de mouro
Destino Lisboa-Oriente
Um tanto de pessoas cansadas
Com um olhar de paralisar
Cheias de sacos,
Cacos
Choros
Caos…
Gritos
Acho que não mudos
Sonolentas
Fardadas
Enojadas
Doentes….
Algo do tipo Robôs
Robôs ????
Antes
Zombies
Não
Zombies não
Robôs programados
Sem energia
Não sei…
É tudo uma contradição de opostos
Aí categorias….
Pronto!
Picam o ponto
Começa
O Trabalho
E lá vai o burro de carga
Para os tão valiosos 850, 900,
Ui 1100 euros
Já recebes bem
Não te queixes
Chega a casa:
Tenho fome mãe
Tenho fome
Tenho fome mãe
Não tenho forças
Aí !!!!
Ainda vou ter de cozinhar …
Viver ?
Vou estudar
Vou casar
Comprar uma casa, (quando der )
Trabalhar
Trabalhar
Trabalhar
Trabalhar
Trabalharrrrrr
Para as férias em agosto
O único mês que me sinto vivo
Vivo?
Ou iludido
Lá estás tu !!!
Mais um dos teus Devaneios …
Querem mesmo chamar isto de vida?
Impostos
Rendas
Seguros de saúde
Eleições
Fronteiras
Hospitais lotados
Fome
Tribunais
Julgamento
Disputa
Contradição
Manifestações
Linguagem
Regras
Direitos
Vontade da não liberdade
Tudo isso e absolutamente nada
Lá está tu
Com teus Devaneios…
Os Psicólogos são a resolução para o teu problema…
SIM!!!
O problema é mesmo teu
O vício do eu:
Ciclos narcisicos
Que nos deixam acríticos
Só para ficáramos paralíticos
Sim, sim !
Trabalha mais um tanto horas extras
Não preocupes tens o banco de horas
Algo que não passa disso mesmo
Um banco
Assento individual, sem encosto e sem braços.
A mais pura ilusão de estar e ser
Fixa num conceito como outro qualquer que justifique tudo e nada ao mesmo tempo
O delírio das categorias
Morri
Queria paz
Queria poder viver dançar
Queria poder pensar
Sem ter de me frustrar
E concluir que a CULPA é das estrutura
Mesmo sabendo que ELA não existe
Viver ?
Vou estudar
Vou casar
Comprar uma casa, (quando der )
Trabalhar
Trabalhar
Trabalhar
Trabalhar
Trabalharrrrrr
Para as férias em agosto
O único mês que me sinto vivo
Vivo?
Ou iludido
Lá estás tu !!!
Mais um dos teus Devaneios …
Querem mesmo chamar isto de vida?
Impostos
Rendas
Seguros de saúde
Eleições
Fronteiras
Hospitais lotados
Fome
Tribunais
Julgamento
Disputa
Contradição
Manifestações
Linguagem
Regras
Direitos
Vontade da não liberdade
Tudo isso e absolutamente nada
Lá está tu
Com teus Devaneios…
Os Psicólogos são a resolução para o teu problema…
SIM!!!
O problema é mesmo teu
O vício do eu:
Ciclos narcisicos
Que nos deixam acríticos
Só para ficáramos paralíticos
Sim, sim !
Trabalha mais um tanto horas extras
Não preocupes tens o banco de horas
Algo que não passa disso mesmo
Um banco
Assento individual, sem encosto e sem braços.
A mais pura ilusão de estar e ser
Fixa num conceito como outro qualquer que justifique tudo e nada ao mesmo tempo
O delírio das categorias
Morri
Queria paz
Queria poder viver dançar
Queria poder pensar
Sem ter de me frustrar
E concluir que a CULPA é das estrutura
Mesmo sabendo que ELA não existe
Aí, lá estás tu!!
Mais um dos teus Devaneios
Mataram-me
Mais um dos teus Devaneios
Mataram-me
Acordei numa manhã de primavera
Espera
Primavera?
Não sei mesmo se era
Mais uma das produções categóricas
Que nós propõem a estados de hierarquização
Ai
Deixem lá os meus Devaneios…
Vou viver ver
Para não ter de acordar
As pessoas não paravam de conversar
Ninguém foi trabalhar
O país inteiro à pensar
Como se organizar
Campos de cultivo
Serviços públicos sem exploração
Educação sem programação
As pessoas olhavam se nos olhos?
Abraçavam-se no falar
Transcendemos os planos
Não estamos em bancos
Não era disputa
Era diferença e semelhança
E todas as coisas
Fora do disso ou aquilo
Que também pode ser isto ou aquilo
As coisas estão
Tornam-se
Acontecem-se
Movem-se
Transformam-se
No tempo que tiver de ser
No tempo que cada um entender
E cada um é mais que um
É todos,
muitos
mais
nada.
E entendam como tiver que ser.
Estamos sem amos.
Ivânia Vera-Cruz

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