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A mostrar mensagens com a etiqueta [AUTORA] Maria Inês

(Poema) Onde todos os dias choro

Maria Inês , em blog Onde todos os dias choro rezo pela vida dos que chamo de "meus" deixando de parte aquela que realmente me pertence o eu mais bonito é aquele que não negocio mesmo que a ela, todos os dias, eu renuncie encontro-me na luta pelo reencontro da identidade que um dia me pertenceu sabendo bem que já não existe esse meu eu essa pessoa eu já fui e já não posso ser mais mesmo que me doa não me saber ver pelos meus olhos  e apenas me conseguir ver pelos dos demais deixei-me ir pela fala suja de terceiros de quem não sabe o que é andar nestes sapatos sapateei por ideias alheias do que é estar em segundo  na própria vida desta com a qual acordo deito-me com o meu eu mais sombrio a quem não dou retorno e por ignorá-lo tanto passeio pela escuridão deste jardim sem flor toda a manhã é um desafio ao qual aperto a mão (sobre)viver nesta casa é tarefa para bom jogador olhar no espelho aquela que tanto odiei e por tantos anos lutei contra só para voltar à terra com o enten...

(Poema) A liberação acontece em terras ribatejanas

Maria Inês , em blog A liberação acontece em terras ribatejanas filha do universo mais brilhante do ribatejo ainda assim tão decadente pelas ruas  vagueia por aí, cintilante mas sem rumo tão bela mas tão cabra essa vida crua vejo-a nos sonhos mais iluminados da noite quem dera poder tirar-lhe da dor permanente cuidá-la como se de ti se tratasse amá-la como não posso somente proteger esse cristal que me é tão especial mais do que p'ralém da morte, eternamente por estas águas navega a sujidade das almas alheias roubadas da liberação neste oceano de fortes areias pedacinhos de si em todos os grãos, toda a estrela nesta condição de ser e sentir tão intensamente neste estado errante e quase que fictício como quem não sabe que o diabo amassou o pão destes ofícios Maria Inês Agosto 2025 [Ver todas as publicações da autora]

(Poema) Nó na garganta

Por Maria Inês , em blog Nó na garganta queria conseguir conseguir expressar tudo tudo  tudo o que vejo sinto escuto Toco Como a arte da liberdade de poder dizer aquilo que vai dentro e fora de mim de ti e do outro a empatia de me considerar de te considerar de considerar a presença Minha tua de todos é a natureza humana num gesto  delicado vulnerável sensível de poder dizer que me ponho no sapato coletivo da sociedade 18 de abril 2025 Maria Inês   [Ver todas as publicações da autora]

(Poema) Tempo

Por Maria Inês , em Blog se eu tivesse tempo voltava atrás abraçava a minha mãe e dizia-lhe que tou cá que compreendo o struggle que também já tive lá dizia ao meu cota que o amo que o admiro apesar da diferença que apesar da crença somos sangue do memo sangue não fiquei indiferente à sentença que lhe foi dada  que penso nisso quando acordo e apesar de não poder fazer nada tou aqui com ele de mãos dadas  nasci já com a visão da miséria dessa merda de pão que o diabo amassou cresci depressa demais  apesar do tempo que passou a inocência que me foi tirada já não volta mais aos 9 a perceber que o mundo é injusto  aos 12 a perceber que o custo desta vida é a loucura o luxo de m'aperceber que a dor  é o preço que pago por sentir tant'amor os dias passam e eu ainda tou cá apesar de tantos anos a querer ir p'ó lado de lá afinal, será que a vida é boa  ou é só golpe de sorte sentir que o tempo voa que agora tou mais velha que o passado já não magoa mas a ferida que...