Avançar para o conteúdo principal

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários. Resumo intervenção - Alfredo Soares-Ferreira

Por Alfredo Soares-Ferreira, em Blog, resumo da intervenção na Tertúlia - Caminhos Revolucionários: Espaço, Tempo e Outras Dimensões sem Amos. Que Presidência?


"Caminhos e dimensões da ciência e técnica de um país sem amos. Papel da ciência, da técnica e das tecnologias numa sociedade sem elites opressivas, orientadas para a emancipação colectiva"

Equaciona-se o papel da ciência, da técnica e das tecnologias, para projectar uma sociedade sem elites opressivas, esvaziada de burocratas e orientada para a emancipação colectiva. Levantam-se algumas questões que habitualmente escapam à discussão pública que, na maior parte dos casos, envolvem mitos e falácias, para contornar as questões) e mesmo falsidades, para enganar o cidadão. Relacionam-se as questões com uma presidência sem amos, arquitectada em função de premissas críticas do modo de vida burguês. Apontam-se algumas pistas e caminhos que podem ser revolucionários, a caminho de uma sociedade autónoma, libertária ou desprovida de estruturas opressivas de poder. Sob o lema "Pensar livremente e construir livremente", estabelece-se comparação/aproximação/inter-relação entre filosofia, electrónica e informática, entendidas como ferramentas para a emancipação, autogestão e uma compreensão crítica do mundo. Introduzem-se questões ligadas à Filosofia da Mente e à Inteligência Artificial (IA), co-relacionadas com a Filosofia da Computação e da Informação. Questiona-se a natureza dos algoritmos e alguns enviesamentos que reproduzem preconceitos, ligados às questões éticas e de autonomia e responsabilidade.

Os caminhos apontados são resumidos a três. O primeiro visa a confluência entre Filosofia e Electrónica como práticas de Autonomia. O segundo visa uma autonomia crescente e controlada da IA. O terceiro propõe a desconstrução dos diversos mitos e falácias em torno das designadas “transição energética” e “transição digital”, no sentido de mudanças de paradigma que proporcionem que os caminhos possam ser revolucionários e não meramente reformistas. Uma característica possível comum aos três caminhos é a promoção de um conhecimento descolonizado e democrático e de uma ciência sem a dominação de interesses corporativos e onde a pesquisa e investigação científicas sejam supervisionadas por fóruns comunitários e assembleias populares, salvaguardando que o conhecimento tradicional possa ser valorizado e não apropriado por patentes.

13 de abril de 2025

Alfredo Soares-Ferreira

[ver todas as publicações do autor]

FONTES E REFERÊNCIAS
Fontes
Bauman, Z. (2000) “A Modernidade Líquida” 
Feenberg, A. (1998), “Teoria Crítica da Tecnologia”
Habermas, J. (1969), “Ciência e Técnica como Ideologia”
Latour, B. (2005), “Teoria Actor-Rede”
Latour, B. (2017), “Onde Vamos Aterrar”
Zuboff, S. (2019), “A Era do Capitalismo de Vigilância”

Referências
Benjamin W. (1938), “Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política”
Löwy M. e Bensaid D. (2000), “Marxismo, Modernidade e Utopia”
Marx, K. (1939), “Grundrisse, Contribuição para a Crítica da Economia Política”
Mendes, J.M. (2015), “Ulrich Beck: a Imanência do Social e a Sociedade do Risco”




Comentários