Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta [AUTOR] Alfredo Soares-Ferreira

(Ficção) Felicidade Dias Vitória, a Presidente!

Por  Alfredo Soares-Ferreira , em Blog , As redacções agitam-se com o anúncio.  Não as (redacções) dos jornais da burguesia, com as suas máquinas de propaganda afinadas para o espectáculo mediático. São centenas, milhares de redacções de miúdos da escola primária, rabiscadas com lápis de cor, canetas de feltro e letras tortas, espalhadas por mesas de madeira gasta em salas de aula de norte a sul de Portugal. “ A Tia Felicidade para Presidente! ” escrevem, com corações e estrelas desenhados nas margens. As crianças, com a sua sabedoria desarmante, sentem que Felicidade Dias Vitória não é só um nome, é uma promessa. Felicidade Dias Vitória, 48 anos, é uma figura improvável. Não vem dos corredores do poder, não tem apelidos sonantes nem doutoramentos em universidades privadas. É auxiliar de acção educativa numa escola pública em Setúbal, conhecida por abraçar as crianças, ouvir as suas histórias e ensinar-lhes que a bondade é uma força mais poderosa que qualquer decreto-lei. Tem ...

(Poema) Poema Pessoal e Bastante Transmissível

  Por Lúcio Lima , poeta maldito que atormenta Alfredo Soares-Ferreira Poema Pessoal e Bastante Trasmissível - Para a ciência e técnica de uma país sem amos Oh trevo da sorte que floresce enquanto lá fora a fome cresce  Fortuna dos audazes aflitos que já nem conseguem soltar gritos.  Acorda num poema de Camões e anda por aí ver passar os aviões. Deixa-nos sonhar com o sol de Abril e os fantasmas das águas mil Solta em raiva o que já não sentes panelas e tachos dos santos dementes. Sai do armário e assume o conflito  esquece tudo o que te havia dito Na morgue de todas as flores reina a calma doce dos favores Pensas que podes saltar a fogueira antes de accionar a mangueira? O fogo posto no submarino da marinha  e o comboio a partir da cozinha A rota traçada é a das marés e tu não queres molhar os pés... Aqui não mais vais poder ficar é tão cedo que é tarde para conversar e é tão tarde que é cedo para conversar. Sonhei com um toque de magia  mas o melhor é fic...

(Tertúlia) Caminhos Revolucionários. Resumo intervenção - Alfredo Soares-Ferreira

Por Alfredo Soares-Ferreira , em Blog , resumo da intervenção na Tertúlia - Caminhos Revolucionários: Espaço, Tempo e Outras Dimensões sem Amos. Que Presidência? "Caminhos e dimensões da ciência e técnica de um país sem amos. Papel da ciência, da técnica e das tecnologias numa sociedade sem elites opressivas, orientadas para a emancipação colectiva" Equaciona-se o papel da ciência, da técnica e das tecnologias, para projectar uma sociedade sem elites opressivas, esvaziada de burocratas e orientada para a emancipação colectiva. Levantam-se algumas questões que habitualmente escapam à discussão pública que, na maior parte dos casos, envolvem mitos e falácias, para contornar as questões) e mesmo falsidades, para enganar o cidadão. Relacionam-se as questões com uma presidência sem amos, arquitectada em função de premissas críticas do modo de vida burguês. Apontam-se algumas pistas e caminhos que podem ser revolucionários, a caminho de uma sociedade autónoma, libertária ou desprov...

(Artigo) SIM À ESPERANÇA, NÃO AO MEDO (III)

Por Alfredo Soares-Ferreira , em blog Uma das questões interessantes para analisar uma sociedade igualitária é a forma como lida (ou lidará) com o paradigma tecnológico. A problemática da Ciência e Tecnologia reporta, na sua essência, a uma inter-relação entre o Cidadão e o Conhecimento, que deverá ser favorável ao primeiro, uma vez que todo o conhecimento é fruto do trabalho do pensamento e esforço humanos. Na emergência de uma era da técnica anunciada pela burocracia privada e estatal, poderemos questionarmo-nos sobre algumas premissas como por exemplo a subjugação do ser pensante em relação à máquina que ele mesmo produziu. Daí ser vulgar admitir um determinado produto tecnológico como maléfico, apenas porque é uma inovação e contraria o estatuto conservador instalado. Uma pretendida sociedade sem amos, deverá ser preparada com base no conhecimento acumulado que consiga ser um suporte de vida mais fácil, com menos horas e com menos trabalho e com toda a ciência e tecnologia devidame...

(Artigo) SIM À ESPERANÇA, NÃO AO MEDO! (II)

Por Alfredo Soares-Ferreira , em blog Equacionar e debater a presidência é manifestamente um contributo para fortalecer o acto futuro que se apresenta ao Paı́s, no inı́cio do ano próximo. Mas é também uma forma de enriquecer a função que uma ou um cidadão vai desempenhar durante pelo menos cinco anos. Nessa medida, este e outros textos constituem, para além de uma forma de intervenção cidadã, um alerta contra a resignação que parece ter-se apoderado de uma parte significativa da sociedade portuguesa. É ainda uma forma de insubmissão assumida, imagem de indocilidade e inquietação. Por que nos quedamos assim, poderá ser uma das matérias em debate, mais que urgente, em tempos de aceitação tácita de verdades que não o são de forma alguma, mas que se querem impor sob a forma de crenças que apenas descrevem percepções subjectivas (a costumeira doxa), todavia contrastadas com o conhecimento objectivo. Algumas ideias aparentemente simples, utilizadas aqui como temas possı́v...

(Artigo) SIM À ESPERANÇA, NÃO AO MEDO! (I)

Por Alfredo Soares-Ferreira , em blog Um SIM e um NÃO juntos, com um propósito.  Contribuição  para  um  debate  aberto  e  sem  restrições,  que  não  sejam  as  do  respeito e  confiança  na  necessária mudança. Ainda  que  os  caminhos  para  que  a mudança  se possa  consubstanciar sejam diversos, ainda que as perspectivas de actuação directa ou indirecta  sejam discutı́veis, ainda que as vontades para um futuro breve sejam precárias, aquele “ sim ” e aquele “ não ” parecem ser pacı́ficos, à luz da lógica crua da realidade actual.  Dizer sim à esperança pode ser uma força para agregar vontades e propósitos para partir  em busca de uma solução para o problema que  temos entre mãos: eleger um presidente. Não qualquer um. Alguém que possa ser protagonista da mudança que signifique a ruptura  com os modelos tradicionais de dominação...

(Artigo) Espaço e territórios da presidência

Por Alfredo Soares Ferreira , em Diario 560 Na história recente do nosso País estabeleceu-se a eleição directa para a presidência da República, norma exarada na Constituição desde 1976. É atribuída aos cidadãos a capacidade de eleger alguém que deverá defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e ser o garante do “regular funcionamento das instituições democráticas”. Não governa, mas proporciona governação a outrem. Existe um espaço e alguns territórios da presidência que podem ser explorados, numa perspectiva criativa e na interpretação lata ou restrita da lei fundamental. A um ano da realização do acto eleitoral para a presidência manifestam-se alguns interesses por parte de possíveis candidatos. A alguns deles convirá possivelmente marcar terreno, uma circunstância que também é reportada ao reino animal com a consequente interpretação. Em ambos os casos fará sentido tal asserção, na medida em que está em jogo uma “conquista”. O trabalho paralelo pertence à comun...